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Campanha da Adocon - Tubarão/SC

Tubarão 13 de setembro de 2004

Motorista tem 4 meses para trocar extintor

Veículos só poderão circular com acessórios da classe ABC 

Tubarão -
A Associação das Donas-de-casa e Consumidores (Adocon), de Tubarão, Sul do Estado, está realizando campanha de alerta aos motoristas. Faltam quatro meses para os extintores de veículos no Brasil mudarem. A partir de janeiro de 2005, carros de passeio só poderão sair das fábricas com extintores da classe ABC capazes de apagar princípios de incêndio na parte interna dos veículos, quando as chamas atingem bancos de couros, carpetes, estofamentos, espumas, entre outros itens. Atualmente, o extintor utilizado, do tipo BC, é capaz de apagar apenas incêndios no sistema elétrico ou de combustível dos veículos.
 
Segundo a presidente da entidade, Reneuza Marinho Borba, a resolução para a mudança foi tomada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), em 2003, baseada em estudos do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP), órgão vinculado à Secretaria Estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania.
 
Em 2001, o Ipem-SP coletou, por 12 meses, extintores de 59 oficinas de manutenção, que comercializavam no Estado paulista, e de dois fabricantes de extintores para carro (Resil e Kidde, antiga Yanes). O objetivo do trabalho foi o de avaliar a qualidade do extintor oferecido no comércio e a qualidade das oficinas de manutenção, que são os responsáveis pela recarga e inspeções dos extintores.
 
Segundo a Adocon, a conclusão, em resumo, do trabalho foi que 58 oficinas foram reprovadas nos ensaios de funcionamento dos produtos. Apenas uma oficina de manutenção e os dois fabricantes passaram nos testes aplicados. No Brasil, há 16 fábricas de extintores, mas apenas três produzem extintores de um quilograma para carros.
 
Análise
Segundo dados coletados junto ao Ministério dos Transportes por meio do Grupo de Estudos para a Integração da Política de Transportes, havia no País, em 2000, uma frota de 23.241.966 carros de passeio. Relacionando os números do Ministério dos Transportes aos dados encontrados pelo Ipem-SP, em 2001, foi possível concluir que o total de extintores com problemas (fora da conformidade), no Brasil, seria de 11.486.179.
 
O levantamento do Ipem-SP concluiu, ainda, que não funcionaram, de forma alguma, 7,88% dos extintores analisados. Isso significa que, no Brasil, 1.831.466 veículos teriam extintores absolutamente ineficazes no ano de 2000. Em São Paulo, seriam 732.971.
 
A partir do resultado das análises técnicas realizadas e com as devidas comparações, o Ipem-SP propôs, em 2002, na câmara temática de assuntos veiculares, em Brasília, mudanças ao setor. Em resumo, elas foram: a adaptação dos extintores à nova realidade do mercado automobilístico, ou seja, capazes de conter princípio de incêndio na parte interna do carro e não só nas partes elétricas e de combustível; extensão para cinco anos da garantia dos extintores e o fim da manutenção nos extintores veiculares de um quilograma. 

Multa para quem não substituir
Quem não fizer a substituição dos extintores até janeiro do próximo ano, pode ser punido com uma multa de R$ 127,00. Como a infração é considerada grave, o veículo pode ser retido até que a situação seja regularizada. 

A presidente da Associação das Donas-de-casa e Consumidores, Reneuza Marinho Borba, também dá dicas para quem já tem carro ou comprou um veículo usado. "É preciso ficar atento à data para a troca dos extintores", reforça. "O melhor a fazer é procurar um entendimento com o Corpo de Bombeiros. A divulgação está sendo feita, por isso, os condutores de veículos devem fazer a troca para sua própria segurança. Saber usar o extintor é fundamental", salientou. Quando for trocar o equipamento em lojas especializadas em carga e recarga, posto de gasolina ou oficinas mecânicas, também é importante verificar a data de fabricação e sua validade. Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Detran) de Santa Catarina, existe atualmente uma frota de 2,3 milhões de veículos circulando pelo Estado de Santa Catarina. (SZ) .
 
Fonte
: ANOTICIA-Zilvia Zarbato

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